Mais um ranking de filmes da Marvel que você não precisava (e provavelmente vai discordar)

Vingadores: Guerra Infinita tá aí virando a esquina e só aumenta a avalanche de notícias, posts, virais, overdoses e tudo mais que manda a cartilha moderna de lançamentos de filmes da Marvel. Ainda mais com essa transposição do universo dos quadrinhos para as telas sendo feita da melhor maneira: linkando histórias em diferentes contextos e filmes. Você precisa assistir (quase) todos os filmes para poder entender os paranauê. Especialmente após esse carnaval criado com Guerra Infinita e um monte de herói disputando nossa atenção nas telonas.

Não entenda isso como uma crítica. Pelo contrário: tô pinto no lixo com esse cenário. Insuportavelmente feliz com o rolê e espero que ele dure mais uns 300 anos na indústria cultural. Viver uma época na qual não rola acompanhar todos os lançamentos de produtos vindos das HQs (e aqui eu coloco as séries, desenhos, filmes, jogos e os próprios quadrinhos) é dolorosamente bom. Distração pra vida.

Caso você tenha assistido tudo e não tá com muito saco de passar quase 762.098 horas da vida revendo os filmes para refrescar a memória para a grande treta galáctica, a Collider lançou um resumão (com TODOS spoilers) de TODOS os filmes e os principais fatos que você precisa lembrar para Guerra Infinita:

Coisa linda, Collider.

Nunca fiz uma lista dos meus filmes favoritos da Marvel. Já pentelhei meus amigos nos grupos de conversas do Whazzzzapppp ou Telegram, mas nada oficial. Nada aqui (além, claro, da experiência recente com Pantera Negra)

Já que o mundo ainda gosta de listas (<3), aí vai a minha. Até porque depois de Guerra Infinita vai ser uma treta organizar esse monte de ponta aberta nos filmes (portanto fica aqui uma dica: se você ainda tem algo a dizer sobre TODOS devaneios do Stan Lee que viraram filmes, diga agora… depois da chegada de Thanos a coisa vai ser bem mais complicada de organizar).

Lista dos filmes da MCU, dos piores para os melhores. Ta aí.

  • 18) Thor: O Mundo Sombrio (2013)

Ainda utilizo o Padrão Thor 2 de Qualidade™. Sempre que alguém chega e fala “mas tal filme/série/música/disco/gibi/bar/drink/carro/país/planeta é uma merda”,  eu pergunto se é pior ou melhor que o segundo filme do filho de Odin. Se a resposta for afirmativa, já vou preparado. Tanto que o assisti novamente ano passado para ver se era só maldade minha ou o filme é que é realmente ruim. Ele é realmente ruim… o Padrão Thor 2 de Qualidade™ segue fortalecido.

A única coisa boa do filme é o Loki, melhor vilão da Marvel.

  • 17) Thor (2011)

Parece implicância, né? Mas não é. Esse consegue ser quase tão ruim quanto o segundo.

  • 16) Homem de Ferro 2 (2010)

Nota: daqui até o número 13 foram elencados filmes que só assisti uma vez. Se não rolou a segundona, já diz alguma coisa em minha biografia… Aqui temos um herói mega caricato em meio a sua crise de popularidade e autoridade. Tony Stark interpretando Robert Downey Jr. só funciona no filme dos outros. Ou vice-versa, sacou? Parece que essa mania competitiva e gana em querer chamar mais atenção do que os outros reforçam o brilho do ator muito mais nos filmes dos Vingadores, Capitão América e Homem-Aranha do que no segundo e terceiro filme de sua própria franquia.

Ponto alto aqui é o começo da conversa com Nicky Fury, que prepara toda a cama para a MCU. E tem a participação de Elon Musk… que promete melhorar com o tempo:

  • 15) Homem de Ferro 3 (2013)

Ver descrição do número 16. Mas considere com carinho as cenas do Tony Stark interagindo com o guri.

  • 14) Vingadores: Era de Ultron (2015)

Começa com uma sólida amostra de como a equipe está em ação. Todos bem alinhados no campo de batalha. Curtindo. Fazendo piadas, festas e cantadas (e aí aparece aquele Pinóquio robótico cheio das filosofias e um desfecho maçante, porém bem aproveitado na mitologia criada para as telonas, como visto em Guerra Civil).

Nope. Era esse Mercúrio.

Mas a sequência final é bonitona, né?

  • 13) Homem-Formiga (2015)

Dizem que o Homem-Formiga vai ter um papel bem importante no futuro do universo cinematográfico da Marvel. O personagem é legal, a mudança de ares para uma aventura em São Francisco foi bem recebida, mas o filme meio que flopou do lado de cá. Ficou em um limbo entre os filmes que não se resolve. Tenta ser engraçado, sério, científico, dramático, agitado… mas não se posiciona. Não se joga. Nos deixou na expectativa. Espero que a coisa mude com o segundo filme. Principalmente pós-Thanos.

  • 12)  Incrível Hulk (2008)

Vou defender esse filme por dois simples motivos: o elenco formado por Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth e William Hurt é bem bom (mesmo Norton não sendo tão carinhosamente confuso quanto o simpático Mark Ruffalo). E o segundo ponto é que a galera desqualifica essa produção entre os filmes (pela mudança dos atores, talvez?), e esquece que ele tem passagens importantes com o General ‘Thunderbolt’ Ross, Tony Stark e todo swag do Nick Fury de Samuel L. Jackson. Lembrando que em 2008 também rolou o lançamento do primeiro Homem de Ferro. Esse foi um bom ano para eles.

  • 11) Capitão América: O Primeiro Vingador (2011)

Filmão de origem que prepara as pontas que a MCU precisava para sustentar os Vingadores. Ainda nos deixa dicas de como o povão começou a assimilar essa história de como é viver e dividir o planeta com super-heróis. Sempre encarei aquela sequência da turnê de apresentação do super soldado Steve Rogers como uma grande mostra de como as pessoas normais já vinham sendo preparadas para esses seres fantásticos desde então. Coisas que vemos mais na prática em Homem-Aranha. Já explico. Por isso existe uma certa normalidade em todas as tentativas de invasões alienígenas ou robóticas vividas em outras aventuras. Ainda mais quando essa sensação vem devidamente desdobrada nas séries da Agente Carter e Agents of Shield (e rola até colocar as séries da Netflix nesse contexto).

Mas o principal ponto desse filme ainda é a consolidação da imagem do Capitão como um cara gente-como-a-gente-que-luta-pelo-povo-e-liberdade. Malz ae, Stark.

  • 10) The Avengers: Os Vingadores (2012)

E aí era óbvio que esse tão esperado encontro seria redondinho. Mesmo com aquele medo no ar de “putamerda como que esses caras vão conseguir juntar todos esses personagens sem cagar o rolê?”. Rolou. E a fórmula ficou melhor ainda em Guerra Civil, que só fortaleceu a expectativa para o grande encontro de Guerra Infinita.

  • 09) Thor: Ragnarok (2017)

Sim! FINALMENTE acertaram a mão com o Thor. Deus nórdico encarando altas aventuras no espaço. Com o Hulk. Com cenas lindas em câmera lenta. Com destruição e reviravoltas. Com Loki sendo Loki. Com Ets legais e engraçadões. Com aquele pingo de despretensão dos Guardiões. Com um universo coloridão, cheio de texturas e visual bem definido. Com uma bela trilha sonora.  Esse filme vai envelhecer bem e pode ganhar até algumas posições nessa minha lista. Compensou os dois primeiros filmes.

Ainda vem com a mega crush Cate Blanchett.

  • 08) Guardiões da Galáxia Vol.2 (2017)

Visualmente ele é muito melhor do que o primeiro. Manter o foco na relação familiar que rola entre eles + a história da paternidade do Starlord foi uma sacada certeira deles. Melhor do que insistir no caso chove-e-não-molha que rola entre ele e Gamora. O filme conta com uma coleção de cenas e passagens bem marcantes (Gamora segurando o canhão da nave enquanto detona Nebula, Baby Groot dançando na abertura, Stan Lee com os vigias, Rocket Racoon brincando com a gravidade na floresta, perseguições de naves inspiradas no Atari e a total falta de comunicação interplanetária entre Drax e Mantis… ).

Mas mesmo assim não bate o primeiro filme.

  • 07) Doutor Estranho (2016)

Eles precisavam começar a falar de magia nos filmes da MCU e nosso querido Doutor Estranho sempre foi uma das principais armas para resolver os grandes ataques que a Terra sofre. Melhor forma de começar essa história.

  • 06) Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

A espera acabou e o amigo da vizinhança entra da melhor forma possível no MCU. Acho demais a maneiracomo a Marvel reconta a história das HQs nas telonas, respeitando fatos e personagens sem inventar moda. Essa é a primeira produção da Marvel que retrata as pessoas comuns. Todos os filmes lançados anteriormente tinham um super gênio, super soldado, super cientista, deuses, super espiã, super ladrão, super médico mágico… supers e mais supers… Peter Parker é nóis nessa história… sua relação com a Tia May, a galera da escola, vizinhança, a própria origem do vilão… tudo colocando o holofote nas pessoas comuns que tentam sobreviver no meio de tantas aventuras dos heróis. Lembro de sair do cinema relacionando esse filme muito mais com as HQs  da série Marvels do que com os filmes antigos do aracnídeo.

Sem contar que é a melhor Nova York retratada nos cenários dos filmes da MCU.

  • 05) Pantera Negra (2018)

De novo. Tá aqui minha justificativa.

Wakanda Forever.

  • 04) Capitão América: Guerra Civil (2016)

Esse duelo que rola entre Capitão e Homem de Ferro já era esperado, vinha com motivos bem próximos dos quadrinhos e nos dividiu. Os dois lados convenceram. Mas essa era uma cama que foi bem preparada dois anos antes…

  • 03) Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

Foi nesse filme que Chris Evans convenceu. Foi aí que voltei a ler os gibis do Capitão. Por causa de todo esse clima de espionagem e intrigas que sempre foi a parte mais legal de suas histórias. Quando ele descobre que vinha servindo a Hydra sem saber, é o tipo de plot twist que serviu de base para todas as outras reviravoltas do MCU, e as que estão para acontecer (tipo… com todas as mortes cantadas em Infinity War, o fato de Capitã Marvel acontecer nos anos 90 e introduzir de uma vez por todas os Skrulls – além dos cameos que já rolaram – são todos os ingredientes para mais uma intriga secreta envolvendo aliens, invasões, governo e tudo mais. Bem no tipinho desse filme ai).  Isso tudo rola com um herói que está completamente deslocado do seu tempo e não sabe nem se poder confiar em sua história ou em seus próprios instintos.

  • 02) Homem de Ferro (2008)

Pô… esse está longe de ser um dos meus favoritos, mas tenho muito respeito por ele. Principalmente pelo tom que ele oficializa para quase todos os filmes que vieram na sequência. Melhor maneira de começar a contar a história dos heróis da Marvel nos cinemas… Tony Stark levanta o amor e ódio de toda audiência, sem o menor pudor em abrir suas filhasdaputices. Esse sempre foi o grande trunfo da Marvel em relação aos personagens da DC: são mais verossímeis nos pontos positivos e negativos do que os deuses encarnados da Liga (e eu sou mais fã da DC, que fique claro).

Valeu por tudo, Tony.

  • 01) Guardiões da Galáxia (2014)

Esses 18 filmes formam um enredo que funciona independente dos quadrinhos. E é em Guardiões da Galáxia que a Marvel deixa isso bem claro, e tem um de seus melhores momentos. Ele é importante mas não é decisivo para o andamento da saga.  O MCU surpreende tanto os fãs dos filmes quanto os fãs dos quadrinhos, com uma equipe que não era das mais populares nas HQs e foi para a telona como um azarão. Quase um capricho que eles estavam se dando o direito de fazer. Tipo, “ok… vocês notaram como estamos prontos para desenrolar todos esses grandes nomes dos quadrinhos do cinema, e ainda podemos armar uma grande treta entre eles. Então vocês ficam agora com uma galera meio desconhecida”. E não tinham nada aperder com isso. Era o elo entre  Thanos, Asgard, Skrulls, Capitã Marvel, Doutor Estranho (Surfista Prateado? Galactus?) que precisava ser iniciado. Na mosca.

Um grupo de aliens criminosos que conseguem ser mais humanos do que outros personagens do universo. Com a melhor trilha sonora e um duelo de dança.

óbvio que seria meu favorito 😉

Que venha Guerra Infinita.

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Publicado por: guga azevedo

Guga Azevedo é jornalista formado pela PUC-PR em 2006. Péssimo escritor de sua própria biografia em blogs e rodapés de textos opinativos. Viveu em São Paulo, Recife, Curitiba, Santa Barbara (California), Brooklyn (NYC) e voltou para Curitiba. Dizem. O Grande Escape não é constantemente atualizado, não está nas redes sociais, não tem números absurdos de page views, visualizações únicas ou qualquer outro tipo de informação que o mercado considere relevante hoje (ou que acabe transformando seu autor em referência editorial na web e super descolado nas rodas de descolados que existem por aí). Este blog só existe quando as ideias batem, o tempo sobra e o coração aperta com a vontade de escrever. Up, up and away.

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