Hermano

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Outubro/2015. Terça-feira, 8h da manhã no aeroporto de Santiago, Chile.

Tudo certo por aqui. A vida acorda lentamente com poucas lojas abertas e alguns sonolentos funcionários que sofrem para sorrir. Faz frio e uma neblina cobre o que pode ser uma parte da Cordilheira dos Andes que surge na vista do salão de embarque. O Chile parece ser um país legal de viver. Povo bonito e simpático, Ilha de Páscoa, Patagônia, vinhos, Pacífico. Tudo devidamente protegido pelas Cordilheiras (que ainda não apareceram). Não sei por que só agora, depois de quase 15 horas de voos (fora o chá de cadeira) eu resolvi escrever algo. A parada no aeroporto de Lima já foi uma pequena aventura. Mesmo não tendo visto absolutamente nada… Minha posição geográfica era suficiente. O movimento é sexy, dizia o poeta.

Sentado aqui na sala do portão 20A, esperando meu terceiro voo dessa jornada dividida em quatro partes, eu penso que a vida no Chile pode ser boa. Um país que parece ter uma rotina pacata, jeitão de interior e forte relação com as montanhas. Existem famosos surfistas que encaram suas ondas gigantescas nos mares do sul. Os desertos e o melhor observatório da Via Láctea na Terra. Dá para imaginar isso? Chile parece ser demais aqui da sala de embarque. O tapete predominantemente verde que cobre a extensa área de embarque é a continuação das montanhas que estão logo ali atrás. Não faço a menor ideia em qual região de Santiago nós estamos ou o que tem ao redor do aeroporto, mas, esse tapete verde, com os detalhes de madeira espalhados pela sala e a vista das montanhas te jogam para qualquer fuga campestre pacata. Fora da bagunça.

Grandes histórias podem ser vividas aqui. Altos rangos  e bons vinhos. Sabia que vendem salmão enlatado da Patagônia no duty free? E você pode encontrar foie gras logo ao lado. Portas abertas para encarar a Ásia. Deve ser uma manhã de terça-feira clássica em Santiago. Nublada, com uma estrada lá no fundo que beira as montanhas, estrangeiros esbanjando sotaques pelas cadeiras, aviões indo e voltando. A vida parece ótima aqui, já falei isso? Um especial de snapchat mental mostra o que deve estar rolando ao redor. No fim, me encanta saber como é o dia a dia arrastado em lugares que nunca imaginei estar. Como será uma manhã de sexta-feira em Dubai? Tarde de domingo em Johanesburgo? A noite da segunda-feira no México? Espaço e tempo que organizam detalhes de cada lugares exóticos espalhados por aí. Tudo isso devidamente embalado pela tontura dessas quase 15 horas de voo.

(Ou sera que o Chile está me presenteando com um terremoto? A conferir).

Ps. Era tontura mesmo. Texto escrito dia 06/10/2015. Ou 05.

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