ESKP – 000: começo de uma nova história

grande escape | muamba |

Oi!

Pensando em um bem maior que todos nós, o Grande Escape ganha uma versão em podcast chamada ESKP. Eu sempre pirei nesses nomes de rádios antigas que eram alguma sigla, gosto da forma como ela funciona em relação ao blog e, principalmente, estava morrendo de saudades do rádio. Não adianta a gente tocar a vida normal, com um trabalho ok, cuidando dos interesses dos outros e sem a menor disposição para atualizar blogs nos horários livre. Tem que viajar um pouco mais e lembrar de onde viemos (e para onde queremos ir). Essa é minha relação com o rádio; fui feliz, continua me acompanhando e emocionando.

Comecei essa história para misturar diferentes temas de consumo que se relacionam em nossa rotina, mas precisavam de uma certa organização. Surf, música, tecnologia, comportamento, essas coisas… O ESKP tem seu próprio tempo, como o Grande Escape.

Nessa primeira edição você encontra:

  • um papo sobre a vida e temas que serão recorrentes do programa;
  • a gravação da jam com a vinheta do podcast com Ricardo ‘Pill’ Oliveira, do ruído/mm;
  • novidades sobre a GoPro 4 Session;
  • Músicas:
    Velvet Underground (“Rock and Roll”)
    Frank Valil & The 4 Seasons (“Sherry”)
    The Juan Maclean (“Running Back To You”);
  • Valeu =)

Vem:

criação

A graça de poder viver o fim de uma temporada (sem graça) de uma série (fodona) e escrever sobre ela. Ter o mínimo de argumento e criação em cima da obra e devaneio que o querido R.R. Martin teve em cima de outra história contada. Entrar no bolo de novas obras e referências que surgem inspiradas pelo que está sendo vivido. Bom poder reconhecer nosso papel como anônimo no meio desse turbilhão de informação gerada pelo tal Game Of Thrones. Vem um texto novo aí…

… E que venha o último episódio, certo?

george_rr_martin_game_of_thrones

Família, Corinthians e Futebol. Nessa ordem

Esse é, provavelmente, o primeiro texto sobre futebol que escrevo nos meus quase 34 anos de idade. Também pudera, a paixão é recente mas o amor segue desde os tempos de berço.

Eu consigo, e não consigo, entender todo esse fanatismo e disputas babacas que rolam nas rodas de discussões pelos botecos da vida. O amor é forte e pode mexer mesmo com a cabeça do indivíduo, mas sempre achei a vibe que circula o evento muito mais interessante. Desde as cerimônias de torcedores supersticiosos  quando o jogo está prestes a começar, até o elo familiar e social fortalecido.

Explico: sou paulistano, de uma família que viveu pelo menos duas gerações em São Paulo antes do meu nascimento. Moro fora da cidade e quando estou lá é sempre inevitável o pensamento de que é meu lugar e onde está minha história. Onde meus bisavós, avós, tios, pais e primos tiveram suas histórias e as mantém vivas até hoje. Reconfortante pensar isso andando pelos bairros da Zona Norte. Mas eu e São Paulo não  batemos os santos. Tentamos algumas vezes e é sempre difícil. Na minha adolescência, férias, durante alguns meses de trabalho depois de adulto, shows, visitas… Todas as vezes ficamos nos estranhando mas toleramos a presença um do outro em nossas rotinas. Esse calo já estava esquecido, quando o futebol apareceu por aqui e fortaleceu a minha relação com o passado.

Descobri essa coisa maravilhosa bem tarde. BEM tarde. Mas é sempre válido. Minha família é torcedora tradicional do Corinthians e resolvi assumir de uma vez esse legado. Motivado, principalmente, pela perda de meu irmão; o mundo ficou sem um grande corinthiano (chato e apaixonado), precisava ganhar outro. Cá estou.

Eu e os mano treta da fiel

Fico puto quando perde mas não perco meu sono, como meu tio parece perder. Não ligo de apoiar outros times ou simpatizar com clubes de outras cidades. Aprendi essa coisa com meu pai, um glorioso torcedor da Portuguesa que curte um bom futebol, não importa de onde. Fico puto quando jogador faz corpo mole. Mas isso tudo não chega perto do barato que tenho pelo clima todo, do mesmo jeito que minha mãe faz. Ter uma paixão em comum com familiares distantes, uma sensação de levar adiante a tradição familiar de bisavós (quer dizer, nunca perguntei isso a eles. Meu avô foi um grande corinthiano…minha avó sempre lembra como ele chorava quando o Timão levava um gol sofrido). Me sinto diretamente ligado a todos eles durante 90 minutos de bola que corre pelo campo. Diferentes planos colados no campo. Pelo menos gosto de pensar que essa ligação existe. Faz bem e só melhora o clima de uma boa partida.

Que seja pelos que aqui estão, e pelos que se foram e deixaram seu amor e dedicação. Vai, Corinthians!

assim

Saudades da época que líamos blogs por identificação com o autor. Pessoas legais. Aquele papo furado sem grandes preocupações com tags, SEO, imagens, links, vídeos, gifs, listas, redes sociais, compartilhamentos, ctrl c + ctrl v de posts legais dos outros, agregadores, buscas, estatísticas, ranking do google, relevância, itens mais procurados, webcelebridades, ser influente nas redes… Vocês conseguiram deixar os blogs sérios demais. Corporativos demais e prepotentes demais. Spams com “faça seu blog bombar nas visitas” ou “entenda como ampliar sua audiência” cagam completamente a boa e velha ação de sentar e escrever um post. Estranho é escrever “a boa e velha” em uma prática relativamente moderna (15 anos de moda, quem sabe?).

O ponto é que somos jovens demais para sentir saudades. Mas parece que essa é a prática de fuga atual.

Caguei para todas essas novas convenções pretensiosas que existem entre blogs atualmente. Quem quiser, que leia.

voltar de show e não voltar da pira

Foda. @bixiga70 @bethmoura

A photo posted by Guga Azevedo (@gugaazevedo) on

Eu preciso voltar a ver mais shows. Aquela sensação boa e única que acontece quando você ouve pela primeira vez um grande disco é uma parte do processo. Ela te pega na zona de conforto. Dentro de um cenário no qual você está preparado(a) e aberto(a) para receber essa cutucada nova nos ouvidos. Mas o show complementa a brincadeira. Ver a movimentação de palco, o som rasgado e completamente diferente do que você está acostumado(a) a ouvir no disco. Bate no rim. Nas costas. Pés, joelhos e mãos. Muvuca balançando, gente passando, conversa paralela, banho de chopp nos pés e você ali… em harmonia com tudo isso que rola encoberto pelo som. A graça e a descoberta em cada pequeno detalhe. Pontos que tornam o processo mais charmoso. Amigos em volta, risadas, batidas e a constante surpresa que te pega no pulo e hipnotiza. Preciso ver mais shows, e seria lindo se tivéssemos mais.

Obs. Voltei agora do show do Bixiga 70. Ainda não tinha visto a apresentação do segundo disco. Alguns chopps e risadas ajudam bastante na assimilação das coisas desse jeito. Acabo de completar 33 anos e há uns 6 meses não via um bom show. To enferrujado nessas coisas… mas a distância só potencializa a pira.

ano 2

 

grande escape | muamba | https://www.behance.net/franciscodedeus

Autocelebração é uma parada que anda forte por ai. Um caminho sem volta e precisamos nos acostumar. Eu nunca fiz isso com o Grande. Sei que nem sou dos blogueiros com boa freqüência de atualizações mas, de todos os projetos pessoais que criei (blogs, mixtapes, festas, podcasts, fanpages…), esse espaço aqui é o que melhor bateu com a forma como encaro a vida e o tipo de informação que consumo. Acaba de completar seu segundo ano de vida… sem nenhum tipo de auê. Não falei sobre o aniversário de 1 ano, não fiz uma festa ou uma promoção viral com algum cruzeiro de shows pelo Caribe. Junho passou, junto com o segundo ano…

… mas ganhei um puta presente esses últimos tempos. Sacou a carinha nova do blog?

grande escape | muamba | https://www.behance.net/franciscodedeus

A Muamba é um coletivo de Curitiba/NYC formado por três talentos fodões: o fotógrafo Francisco de Deus e os diretores de arte Caro Rebello e Juliano Domingues. A ideia do trio (fora do horário comercial) sempre foi trabalhar com craft e diferentes soluções para campanhas publicitárias ou temas relacionados. Construir na unha uma série de paisagens e fantasias. Fizeram a capa do EP da Zuzuka Poderosa e o material de divulgação de uma edição da Tribaltech, entre outros trampos. O combo assumiu a causa do blog para turbinar o portfólio e pirar um tempo no estúdio fotográfico.

O plano deles sempre foi aproveitar o conceito do espaço para associar de forma óbvia e respeitosa o clássico “The Great Escape”, de 1963. A lendária cena de Steve McQueen fugindo de moto dos nazistas:

Sempre curti o termo “great escape” em filmes, músicas e livros. Ainda mais porque em português ele mantém o sentido universal. De bate pronto, ecoa eventualmente por aqui…

Essa vibe.

Maior orgulho de poder deixar uma marca criada por eles validando todos os posts do blog.

Caro, Chico e Juliano: fico demais. valeu!

Que venha o segundo ano do blog. Grande.

(as outras imagens estão no tumblr)