Esse é nosso tempo. Acompanhamos o retorno ao jazz feito pelas pistas de dança (culpa do queridão Flying Lotus) só que sempre precisamos de mais salsa nessas chips. Simples, direta, picante e clara. Era óbvio que o Quantic vingaria nesse contexto.
Quantic é o nome de guerra utilizado pelo britânico Will Holland para divulgar seus trabalhos. Ele se transformou, ao mesmo tempo, em uma espécie de selo de qualidade sonora que reúne diferentes ritmos, estilos, eras, países e idiomas. Ganha sua confiança musical e te apresenta grandes sons. Na medida. Como se fosse o bróder que manja demais do riscado e sempre vem com uma dica boa. Este é o Quantic das minhas playlists… e é nesse clima que vi seu show no Velvet Jones, em Santa Barbara.

E foi bem foda.
A história começa com o simples anúncio de seu show. Como será que o cara tá se apresentando agora? Será só uma discotecagem? A banda vem junto? Continua nas piras colombianas? Vai seguir o embalo de seus trampos mais antigos? Mas será que podemos definir qual é “a pegada” do Quantic? Bingo.
Holland começou sua carreia de fato – não seus primeiros trabalhos com música – em 2000/2001. Lançou composições, discos, singles e EPs como DJ e produtor, sempre trabalhando o lado mais orgânico, mais quente, mais tropical e mais suingado. Esses primeiros discos são bem recomendados, e seria o melhor ponto de partida para você conhecer sua cabeça. O que vem depois é tudo isso, só que gravado em estúdio e devidamente arranjado por ele. Fino. Circulou super bem entra a turma que reúne DJ Shadow, RJD2, Bonobo, Nightmares On Wax, Thievery Corporation, Gramatik, e companhia limitada. Música eletrônica para quem não é da música eletrônica. Jazz e ritmos latinos para quem não é do Jazz e ritmos latinos. Repito: são como Cavalos de Tróia sonoros… quando estão dentro da sua vida, te pegam no susto.
O show é mais uma surpresa boa. Ao contrário de tudo que estava imaginado, a apresentação é bem simples. São três músicos e uma cantora. Quantic fica na guitarra. O que rola ali em cima é uma versão instrumental de todas as suas incursões étnicas. Do dowtempo ao calor tropical. Holland acaba de voltar de uma temporada de sete anos morando na Colômbia. Trouxe um baterista monstro que o acompanha na turnê, dicas cenográficas e malandragem da América do Sul. Deixou de ser um inglês observador que tem a manha das pistas e o bom gosto musical para assumir o papel de produtor e pagar na mesma moeda.
Essa turnê está apenas começando. Vai terminar o rolê pelos EUA para fazer alguns shows na Europa em Maio. Oremos pela América do Sul.

Lembrando que:
_fotos postadas: http://ello.co/guga (yeap, ainda uso essa rede)
_para acompanhar ao vivo no snapchat: @gugaazevedo
_e logo depois no Instagram: https://www.instagram.com/gugaazevedo/

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