
A melhor parte de viver o tempo que vivemos agora (isso, agora… enquanto você lê isso aqui) é a de que não somos cobrados por absolutamente nada. A história não espera nossas páginas, não precisamos seguir uma linha política, uma religião, uma orientação sexual, um time de futebol, um estilo musical, uma marca de papel higiênico, um esporte… nada. É uma situação confortável pacas, que causa inveja tanto em gerações passadas quanto, muito provavelmente, em nossos filhos e netos. Só precisamos viver. A liberdade dessa situação pode surgir com coisas bem estranhas e caminhos bizarros, mas que funcionam como um grande laboratório para construirmos nossa história do jeito que calha. Assim, livre.
Ainda estamos digerindo um século de evolução, relaxa ai que temos uma vida pela frente.
Aí, surge uma dessas digestões. Alguém que conseguiu captar pontos certeiros no meio desses experimentos e criou uma das melhores brisas que passaram por esses fones de ouvido nos últimos tempos. Há quarenta minutos eu não fazia a menor ideia de quem era o produtor e compositor Ruy Sposati, conhecido como Ruspo… e agora estou ouvindo um dos melhores discos do ano. Honesto e simples. Para nosso tempo.
(pra variar, é achado do Palugan)