“el verano llegó”

Captura de Tela 2013-12-21 às 13.02.00
Lançamentos locais em 2013, aos 44 do segundo tempo (parte III): o Simonami corre pelas beiradas curitibanas e já é dono de uma bela horda de fãs fiéis, que comparecem aos shows e cantam todas as músicas. Lágrimas acompanham a apresentação.

Foi um dos shows mais marcantes que eu vi esse ano por aqui. Atenção com a banda em 2014.

Enquanto isso, rola celebrar a chegada do verão com eles no vídeo de Sin Premura:

if i die

GRNDESC - if i die 1
Lá da China vem o trabalho hiperrealista com temas surrealistas (foi mais forte que eu) de Sun Yuan + Peng Yu.  “If I Die” é uma instalação lançada esse ano com peças em tamanho natural. Brinca com devaneios sobre a morte e em quais condições podemos voltar a circular por ai. Dizem que a dupla tem um trabalho com críticas políticas e contra o capitalismo (sério mesmo?), mas não precisamos cair em qualquer tipo de interpretação que rola por ai. A viagem por si só já vale:

GRNDESC - if i die 2 GRNDESC - if i die 3 GRNDESC - if i die 4 GRNDESC - if i die 5 GRNDESC - if i die 6
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tangerines and elephants

tangerines

Acompanhar semanalmente o projeto Wonka Sound Festival rendeu uma bela atualização no que anda sendo feito entre as novas bandas curitibanas. Novíssima safra que não faz a menor ideia do que aconteceu no passado recente da cidade e não está preocupada com isso. A mesma sensação que corre de geração em geração e sempre surge com algum som foda. De toda essa nova leva (com integrantes que não tão novos assim), o Tangerines and Elephants roubou atenção. Guris urgentes que tentam abraçar diferentes pegadas musicais o mais rápido possível em suas composições. São irrequietos e conseguiram evoluir um rock baba que surgiu em 2005 e marcou uma época. Subiram hoje um EP que já está entre os principais lançamentos do ano.

“esses patifes”

ruspo

A melhor parte de viver o tempo que vivemos agora (isso, agora… enquanto você lê isso aqui) é a de que não somos cobrados por absolutamente nada. A história não espera nossas páginas, não precisamos seguir uma linha política, uma religião, uma orientação sexual, um time de futebol, um estilo musical, uma marca de papel higiênico, um esporte… nada. É uma situação confortável pacas, que causa inveja tanto em gerações passadas quanto, muito provavelmente, em nossos filhos e netos. Só precisamos viver. A liberdade dessa situação pode surgir com coisas bem estranhas e caminhos bizarros, mas que funcionam como um grande laboratório para construirmos nossa história do jeito que calha. Assim, livre.

Ainda estamos digerindo um século de evolução, relaxa ai que temos uma vida pela frente.

Aí, surge uma dessas digestões. Alguém que conseguiu captar pontos certeiros no meio desses experimentos e criou uma das melhores brisas que passaram por esses fones de ouvido nos últimos tempos. Há quarenta minutos eu não fazia a menor ideia de quem era o produtor e compositor Ruy Sposati, conhecido como Ruspo… e agora estou ouvindo um dos melhores discos do ano. Honesto e simples. Para nosso tempo.

(pra variar, é achado do Palugan)